segunda-feira, 20 de junho de 2011

L.U.D. (Light Upside Down)

           Eu tinha desligado o computador e estava escovando os dentes, como sempre faço antes de dormir. Estava quente e fui beber água, mas no caminho, algo estranho ocorreu: eu me vi. Não era nenhum reflexo. Não havia espelho ali no escuro do banheiro. Achei meio estranho, mas não dei muita atenção. Bebi a água e fui pro quarto. Apaguei a luz e deitei.
           Lembro que sonhava que estava numa cama, ouvindo uma música do Latino, enquanto girava de um lado a outro, inquieto com o movimento da cama, que girava comigo. Ouvi batidas na porta. Não, não era minha vó. As batidas eram ritmadas. Três em sequência, repetidas quatro vezes. Fiquei assustado, afinal não é sempre que se ouve alguém (talvez não humano) bater à sua porta, num ritmo tão bonito. Tentei voltar a dormir, pensando em bons momentos, mas o som delas ainda estava em minha mente.
           De repente tudo ficou escuro. Eu não consegui mais me mexer. Uma força inexplicável me empurrava contra a cama, e tudo parecia estar em câmera lenta, até meus pensamentos. Tentei gritar, mas a voz não saía. Ao invés disso, era como se alguém tentasse invadir brutalmente meu corpo, violando a lei da física, que diz que dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço. Mas do nada parou, "ainda bem" eu suspirei aliviado. Pena que não durou muito. De novo eu não podia me mexer. Mas dessa vez senti uma mão no meu pescoço, e outra que puxava meu punho direito para cima. Tinha uma força descomunal e dizia algumas palavras: "Olhem o que eu consegui..." foi o que consegui entender. Com um esforço a mais, mexi meu pescoço. Tudo voltou ao normal, pelo menos por enquanto...


*Para o bloínquês.

domingo, 19 de junho de 2011

Moi


Nós não podemos lutar contra o invisível.
Não podemos matar o imortal.
Existe diferença entre não sentir e não demonstrar.
Mas eu realmente não sei se não sinto ou se não demonstro.
É como se nada mais me importasse.
E eu tento. Fortemente eu tento me importar.
Mas não consigo sentir nada por ninguém.
As pessoas me amam demais, e isso me deixa mal, por não saber
como retribuir esse tanto amor.
Eu juro que sempre tentei. De verdade.
Tentei criar, aperfeiçoar, moldar...
Mas não deu.
É algo que tem que vim de dentro. E mudar por fora.
Eu não posso mais lutar contra isso.
Eu vou apenas aceitar, e continuar a vida.
Como se nada disso tivesse acontecido.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Immagina


Imagine-me.
Imagine que estou ao seu lado,
te abraçando ou beijando,
ou simplesmente te olhando.
Apenas me imagine.
Nos momentos tristes, de saudade,
nos alegres, e nos de tédio...
Imagine-me contigo.
E te contando o que se passa por mim
por minha mente diferente.
Se não me tem em físico,
que me imagine em sua cabeça,
do jeito que você mais gosta.
Imagine-se.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Ambiente.


"Se um dia, fores embora
te amarei bem mais do que essa hora"
(Música Ambiente - Legião Urbana)

E agora?
Tu fostes embora,
e bem como dito: eu te amo mais que antes.
E tento te falar, mas prefiro que seja olho a olho,
não dá pra ser por telefone, ou internet.
É o tipo de frase que se diz sentimentalmente,
e frente a frente...
Não é como um 'eu te amo' que hoje em dia
se diz a qualquer pessoa que conheceu há 5 minutos.
É o que o coração quer dizer.
E o que eu sei, que você quer ouvir.


Deixo aí a canção completa, para quem quiser ouvir.
Apreciem, espero que gostem
Abraço

.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Rime


Tuas lágrimas não molham,
Teu sorriso já não alegra,
Teus atos não impressionam,
Teu peito é como pedra.

És tão fria e quente,
que o teu gelo me esquenta,
e se torna eloquente
não tão como aparenta.

Tuas mãos tão puras,
sujam-me de horror.
Tuas veias obscuras,
derramam-me falso amor.

A Lua em ti incide,
com seu brilho comunal,
mesmo assim te divide,
num preto e branco desigual.

sábado, 11 de junho de 2011

Sourire e Solitude.



Sonhos se realizam,
desejam se concretizam
batidas se calam,
e chamas se apagam.

Pessoas se amam
Pessoas se odeiam
Pessoas não se veem
ultimamente como antes.

O amor não vem,
é só que nunca sai
amantes da noite
se gostam demais.

Emoção e razão,
Sim e não,
Quente e frio,
Cérebro e coração

Vous


"E só por me alegrar ao existir,
eu gosto de você."

quarta-feira, 8 de junho de 2011

terça-feira, 7 de junho de 2011

Carta Supresa.

Brejo Santo, Ce 07/06/2011

          Querida amiga (mais uma pra você)

           Não sei bem quando foi, mas há pouco tempo, completou-se um ano desde que a gente se conheceu, e confesso que foi muito bom. Acho que você é uma das únicas (se não a única) pessoa que me conhece mesmo, pelos tantos momentos que passamos. É certo que houve momentos que eu (e você) gostaríamos de esquecer, ou que nem tivesse acontecido, mas serviu para nós dois.
           Eu gostei muito de você, e sei também que gostou de mim, pena que eu não tive coragem o bastante para te dizer, e tentar ir em frente contigo. Eu gostaria de ter dito, acredito sim que teria dado certo, a gente sentia o mesmo, mas além de minha falta de coragem, você também não cooperou. Toda vez que falava de seu ex, eu sentia cada vez menos chance com você.
           Está certo que eu ter viajado não foi muito inteligente, e eu não conseguir conversar contigo quando estávamos a sós, deixou mais complicada a nossa situação, também como sua vergonha de me mostrar suas habilidades (sim, eu sei que você tem) librianas. E seu jeito meigo e mimado me agrada
           Quando você vinha me contar que viu seu ex, eu queimava de ciúme e inveja.
           Mas hoje não. Hoje a gente parece (às vezes) um casal, e eu não acharia ruim se fôssemos mesmo, você sempre soube que sou fixado e encantado na sua habilidade de me deixar no chão, sofrendo pelo fato de não ter tido coragem para dizer tudo que sentia (e sinto) na sua cara, olhando em seus olhos, e a vontade de beijar e afogar você, sua boca pequena...
           O certo é que sofro por sentir vontade de te abraçar forte, e apertar seu peito junto ao meu.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Hold On


Quem nunca sofreu de solidão
E nunca perdeu o passo
Não conhece a imensidão
Da força de um abraço.

É como força pros derrotados
E esperança pros retirantes
A união de dois lados
Em apertos apaixonantes.

É vida para os mortos
Mas não morte para a vida
Arruma caminhos tortos
E te mostra a saída.

É carinho e afeto
É amor num entrelaço
É pular estando quieto
Eu sentir o teu abraço.